domingo, 30 de janeiro de 2011

Ainda bem !



Não há mais nada que se possa fazer, certas escolhas não tem volta ... E o tempo se encarrega de levar o que poderia ter sobrado. Sendo assim ... ainda bem que existem outros dias, e outros sonhos, e outros risos e outras coisas. 
. E outras pessoas ... sz




quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Escolhendo ser feliz (:



Quem por MEDO do terrível, prefere o caminho prudente de fugir do RISCO, já nesse ato estará morto.
Porque o medo lhe terá roubado aquilo que de mais PRECIOSO existe na vida humana: a capacidade de se ARRISCAR para viver o que se AMA.

 " Vamos viver TUDO que há pra viver, vamos nos PERMITIR ""

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Um Brinde A Falsidade .

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Pra que brindar !?


Só essa falsidade conseguiu ter meu coração,
só esta sua falsidade me fez me sentir nas nuvens. A falsidade me consolou quando estava triste
quando mais precisei de um amigo lá estava a falsidade me estendendo a mão
A falsidade chorou quando eu derramei lágrimas
la sorriu quando lhe dei um abraço ! 
Então por que ser cruel com ela ?
Que sempre esteve ao meu lado
Então um brinde a falsidade
Pra que brindar !?
Essa falsidade levou meu coração, 
essa falsidade me fez despencar ao chão
A falsidade hoje me deixa triste
quando voltei a precisar ela pisou em cima de mim com os pés.. 
Essa falsidade me fez derramar lágrimas
não a encontro quando quero lhe abraçar !
Agora sou cruel, pois ela sempre esteve ao meu lado.
        "Então um brinde a falsidade

Já tive muitos "amigos", mairoria deles me decepcionaram, entaum percebi que o que não 
presta, a gente JOGA FORA, e hoje graças a Deus os que ficaram são todos muito 
importantes pra mim. O meu amor eu guardo somente para os mais especiais. !

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Resposta ..



E quando perguntarem por que está tão DOCE, 
responde simplesmente com um SORRISO:
"Sou como a fruta: AMADURECI."

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Let it be .

Sabe, para mim a vida é um punhado de lantejoulas e purpurina que o vento sopra. Daqui a pouco tudo vai ser passado mesmo - deixa o vento soprar, let it be, fique pelo menos com o gostinho de ter brilhado um pouco ... - CaioF.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vai passar.






Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe ? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como "estou contente outra vez " .Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Péssima memória .





A vantagem de ter péssima memória é diverti - se muitas vezes comas mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.(Nietzsche)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Extremos da paixão.


 Caio Fernando Abreu . (extraído do livro Pequenas Epifanias)






Não, meu bem, não adianta bancar o distante
lá vem o amor nos dilacerar de novo ...



Andei pensando coisas. O que é raro, dirão os irônicos. Ou "o que foi?" - perguntariam os complacentes. Para estes últimos, quem sabe, escrevo. E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo, há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo. Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER .
Pensando nisso, pensei um pouco depois em Boy George: meu-amor-me-abandonou-e-sem-ele-eu-nao-vivo-então-quero-morrer-drogado. Lembrei de John Hincley Jr., apaixonado por Jodie Foster, e que escreveu a ela, em 1981: "Se você não me amar, eu matarei o presidente". E deu um tiro em Ronald Regan. A frase de Hincley é a mais significativa frase de amor do século XX. A atitude de Boy George - se não houver algo de publicitário nisso - é a mais linda atitude de amor do século XX. Penso em Werther, de Goethe. E acho lindo.
No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira:compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe,berrando de pavor para o mundo insano,e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó.O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya,ilusão,passatempo.E exigimos o terno do perecível,loucos.
Depois, pensei também em Adèle Hugo, filha de Victor Hugo. A Adèle H. de François Truffaut, vivida por Isabelle Adjani. Adèle apaixonou-se por um homem. Ele não a queria. Ela o seguiu aos Estados Unidos, ao Caribe, escrevendo cartas jamais respondidas, rastejando por amor. Enlouqueceu mendigando a atenção dele. Certo dia, em Barbados, esbarraram na rua. Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se em símbolosem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia somente dentro dela. Adèle morreu no hospício, escrevendo cartas (a ele: "É para você, para você que eu escrevo" - dizia Ana C.) numa língua que, até hoje, ninguém conseguiu decifrar.
Andei pensando em Adèle H., em Boy George e em John Hincley Jr. Andei pensando nesses extremos da paixão, quando te amo tanto e tão além do meu ego que - se você não me ama: eu enlouqueço, eu me suicido com heroína ou eu mato o presidente. Me veio um fundo desprezo pela minha/nossa dor mediana, pela minha/nossa rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu. Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida.
Ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio -, que nunca caiu nessas ciladas. Pois como já dizia Drummond, "o amor caro colega esse não consola nunca de núncaras". E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins.